{"id":9189,"date":"2025-10-27T02:41:20","date_gmt":"2025-10-26T23:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/?p=9189"},"modified":"2026-03-25T17:36:39","modified_gmt":"2026-03-25T14:36:39","slug":"o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/","title":{"rendered":"O paradoxo do ganho de informa\u00e7\u00e3o e o que SEO precisa aprender com a teoria da informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando pensamos em &#8220;<a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"informa\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/informacao\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/informacao;http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/otimizacao_para_motores_de_busca\" >informa\u00e7\u00e3o<\/a>&#8220;, geralmente imaginamos um ac\u00famulo de fatos, <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"ement-622bb8d2-90a5-4de5-e91a-5b226f9880e2&quot; class=&quot;textannotation&quot;&gt;amos a mapear os dados e as\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/dado-2\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/dado-2\" >dados<\/a> ou not\u00edcias. Mas e se a verdadeira natureza da informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for acumular, e sim transformar? E se ganhar informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for como encher um balde, mas como mudar a forma do pr\u00f3prio balde?<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00f3s, profissionais de <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Otimiza\u00e7\u00e3o para motores de busca\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/otimizacao-para-motores-de-busca\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/otimizacao-para-motores-de-busca\" >SEO<\/a>, essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 a diferen\u00e7a entre o SEO do passado e o <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"seo\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/seo-semantico\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/seo-semantico;http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/seo__semantico\" >SEO Sem\u00e2ntico<\/a>, que, do meu ponto de vista, \u00e9 o SEO do presente e indica o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de &#8220;ganho de informa\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 um dos mais contraintuitivos, mas, ao mesmo tempo, um dos mais potentes da ci\u00eancia moderna. Para come\u00e7ar a entend\u00ea-lo, precisamos abandonar a ideia de que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Content\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/conteudo\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/conteudo\" >conte\u00fado<\/a>. Em vez disso, vamos explor\u00e1-la como um processo de transforma\u00e7\u00e3o substancial, guiado por tr\u00eas perspectivas revolucion\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrando que temos um artigo aqui no <strong>Blog Sem\u00e2ntico<\/strong> que fala mais especificamente sobre o que s\u00e3o dados, informa\u00e7\u00e3o e conhecimento do nosso ponto de vista: <a href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/diferenca-dados-informacao-conhecimento\/\" data-type=\"post\" data-id=\"7930\">Diferen\u00e7a entre dados, informa\u00e7\u00e3o e conhecimento<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/claude-shannon\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/claude-shannon\" >Claude Shannon<\/a>, o pai da teoria da informa\u00e7\u00e3o, nos ensinou que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 aquilo que <strong>reduz a incerteza<\/strong>. Depois, <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/norbert-wiener\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/norbert-wiener\" >Norbert Wiener<\/a>, o fundador da cibern\u00e9tica, a definiu de forma complementar: assim como a quantidade de informa\u00e7\u00e3o em um sistema \u00e9 uma medida de seu grau de <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"organiza\u00e7\u00f5es\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/organizacao-2\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/organizacao-2\" >organiza\u00e7\u00e3o<\/a>, a entropia \u00e9 uma medida de sua desorganiza\u00e7\u00e3o; uma \u00e9 simplesmente o negativo da outra. Por fim, a <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Ci\u00eancias da informa\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/ciencia-da-informacao\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/ciencia-da-informacao\" >Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o<\/a>, por meio de pensadores como <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/b-c-brookes\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/b-c-brookes\" >B.C. Brookes<\/a> nos deu a defini\u00e7\u00e3o mais radical: informa\u00e7\u00e3o \u00e9 aquilo que <strong>transforma o estado de conhecimento de uma pessoa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste v\u00eddeo, voc\u00ea tem um panorama mais completo desse processo que descrevi brevemente, com foco no trabalho do Wiener, por sua import\u00e2ncia seminal no <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Compreens\u00e3o\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/compreensao\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/compreensao\" >entendimento<\/a> da informa\u00e7\u00e3o como algo quantific\u00e1vel e sistematiz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video height=\"720\" style=\"aspect-ratio: 1280 \/ 720;\" width=\"1280\" controls src=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Cibernetica__O_Controle.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p>Essas tr\u00eas vis\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o apenas acad\u00eamicas; elas descrevem perfeitamente muitos sistemas informatizados e, em particular, um que nos interessa muito: o ecossistema de busca do <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Google Brasil\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/google\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/google\" >Google<\/a>. Um <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"algoritmo de pesquisa\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/algoritmo-de-busca-2\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/algoritmo-de-busca-2\" >algoritmo de busca<\/a> atual \u00e9, em ess\u00eancia, um sistema cibern\u00e9tico (Wiener) que busca reduzir a incerteza do usu\u00e1rio (Shannon) para, idealmente, transformar seu estado de conhecimento (Brookes).<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos, de uma vez por todas, na nossa \u00e1rea, acabar com essa bobagem de que o conhecimento acad\u00eamico fica afastado do nosso dia a dia. Tenho escrito artigos e mais artigos que apresentam muitas teorias e aplica\u00e7\u00f5es que se mostram mais do que \u00fateis para o nosso trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso posto, pe\u00e7o que prepare-se para descobrir que a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 nos dados, mas na surpresa; n\u00e3o est\u00e1 no que \u00e9 dito, mas na mudan\u00e7a que provoca em quem ouve. Prepare-se para descobrir o que realmente significa &#8220;otimizar&#8221; um conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_82_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-grey ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\">\n<p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Conte\u00fados<\/p>\n<span class=\"ez-toc-title-toggle\"><a href=\"#\" class=\"ez-toc-pull-right ez-toc-btn ez-toc-btn-xs ez-toc-btn-default ez-toc-toggle\" aria-label=\"Alternar tabela de conte\u00fado\"><span class=\"ez-toc-js-icon-con\"><span class=\"\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/div>\n<nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#o_ponto_zero_da_informacao\" >O Ponto Zero da Informa\u00e7\u00e3o<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3' ><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#por_que_a_previsibilidade_e_inutil_e_o_%e2%80%9ckeyword_stuffing%e2%80%9d_morreu\" >Por que a previsibilidade \u00e9 in\u00fatil e o &#8220;Keyword Stuffing&#8221; morreu<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#a_surpreendente_verdade_sobre_a_linguagem\" >A surpreendente verdade sobre a linguagem<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3' ><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#e_o_google_bert_tem_a_ver_com_isso\" >E o Google BERT tem a ver com isso?<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#informacao_e_aquilo_que_transforma_o_que_voce_sabe\" >Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 aquilo que transforma o que voc\u00ea sabe<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#a_relatividade_da_informacao\" >A Relatividade da Informa\u00e7\u00e3o<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3' ><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#keywords_sao_brilhantes_e_inuteis_ao_mesmo_tempo\" >Keywords s\u00e3o brilhantes e in\u00fateis ao mesmo tempo<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#navegando_no_oceano_da_incerteza\" >Navegando no oceano da incerteza<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3' ><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/#o_seo_como_transformacao\" >O SEO como transforma\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><\/ul><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"o_ponto_zero_da_informacao\"><\/span>O Ponto Zero da Informa\u00e7\u00e3o<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"por_que_a_previsibilidade_e_inutil_e_o_%e2%80%9ckeyword_stuffing%e2%80%9d_morreu\"><\/span>Por que a previsibilidade \u00e9 in\u00fatil e o &#8220;Keyword Stuffing&#8221; morreu<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Pode parecer estranho pensar assim, mas uma <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"mensagens\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/mensagem\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/mensagem\" >mensagem<\/a> totalmente previs\u00edvel n\u00e3o carrega nenhuma informa\u00e7\u00e3o. Pense nisso: se eu lhe disser algo que voc\u00ea j\u00e1 sabe com 100% de certeza, o que voc\u00ea ganha? Nada. Sua incerteza n\u00e3o foi reduzida; seu conhecimento n\u00e3o mudou.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois que entendemos isso, parece simples, mas para chegar a esse ponto de entendimento n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a base da teoria de Claude Shannon. Para ele, o conte\u00fado informacional de uma mensagem \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 sua improbabilidade. Quanto mais surpreendente a mensagem, mais informa\u00e7\u00e3o ela cont\u00e9m. Um evento com probabilidade 1 (certeza absoluta) tem, por defini\u00e7\u00e3o, zero de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A analogia cl\u00e1ssica \u00e9 o lan\u00e7amento de uma moeda. Uma moeda justa, com 50% de chance de cara e 50% de coroa, apresenta o m\u00e1ximo de incerteza e, portanto, o maior potencial de informa\u00e7\u00e3o em um \u00fanico lan\u00e7amento. J\u00e1 uma moeda com duas caras n\u00e3o oferece informa\u00e7\u00e3o alguma, pois o resultado \u00e9 sempre o mesmo. A surpresa foi eliminada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aqui, encontramos a primeira li\u00e7\u00e3o essencial para o SEO.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante anos, o SEO primitivo baseou-se na <em>certeza<\/em>. A pr\u00e1tica do &#8220;keyword stuffing&#8221; (o excesso de <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Palavra-chave\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/palavra-chave\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/palavra-chave\" >palavras-chave<\/a>) era uma tentativa de criar uma mensagem 100% previs\u00edvel. Se um profissional de SEO quisesse uma boa <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Ranking\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/ranking\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/ranking\" >classifica\u00e7\u00e3o<\/a> para &#8220;sapatos vermelhos&#8221;, ele criaria um texto que dizia: &#8220;Compre nossos sapatos vermelhos. Nossos sapatos vermelhos s\u00e3o os melhores sapatos vermelhos do mercado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para um algoritmo de busca moderno, essa mensagem \u00e9 como a moeda de duas caras: n\u00e3o oferece nenhuma informa\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o reduz a incerteza do usu\u00e1rio; apenas repete o que ele j\u00e1 digitou. O ganho de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Frequentemente buscamos a certeza, mas a comunica\u00e7\u00e3o, o aprendizado e a pr\u00f3pria ci\u00eancia prosperam no inesperado. Se voc\u00ea entende o Google como um mecanismo de repeti\u00e7\u00e3o, est\u00e1 perdendo a parte mais fundamental da sua utilidade. Veja o Google como um mecanismo de descoberta e novas oportunidades v\u00e3o aparecer. Desta forma, fica claro que ele procura <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"p\u00e1ginas e po\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/pagina-web\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/pagina-web\" >p\u00e1ginas<\/a> que <em>surpreendem<\/em> o usu\u00e1rio com conhecimento que ele n\u00e3o possui.<\/p>\n\n\n\n<p>Este princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 apenas uma curiosidade filos\u00f3fica; \u00e9 o fundamento matem\u00e1tico de muitas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o modernas, incluindo os algoritmos de busca.<\/p>\n\n\n\n<p>A entropia de Shannon para um conjunto de resultados poss\u00edveis \u00e9 dada pela f\u00f3rmula:<\/p>\n\n\n\n<p>$$H(X) = &#8211; \\sum_{i=1}^{n} P(x_i) \\log_b P(x_i)$$<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>H(X)<\/strong>: \u00e9 a entropia do sistema;<\/li>\n\n\n\n<li><em><strong>N<\/strong><\/em> \u00e9 o n\u00famero de resultados poss\u00edveis;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>P(i)<\/strong> \u00e9 a probabilidade do resultado (i).\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Shannon formalizou isso em sua medida de entropia (H), que representa a incerteza. H = 0 se e somente se todas as probabilidades p(i), exceto uma, forem zero, tendo este valor de 1. Assim, H desaparece apenas quando temos certeza do resultado. Caso contr\u00e1rio, H \u00e9 positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso parece complicado e realmente \u00e9, se n\u00e3o dedicarmos tempo para entender, por isso vamos a uma analogia com o nosso mundo do SEO:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Imagine uma p\u00e1gina de resultados (SERP) ideal, do ponto de vista do Google: \u00e9 aquela com alta entropia, pois oferece uma variedade de respostas que cobrem as m\u00faltiplas facetas da incerteza do usu\u00e1rio, maximizando o potencial de ganho de informa\u00e7\u00e3o. Uma SERP em que todos os 10 resultados dizem exatamente a mesma coisa \u00e9 uma SERP de baixa informa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vamos parar um pouco e dar um pulo para o futuro, ou melhor, para o nosso presente: se formos lembrar do conceito de <a href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/desdobramento-de-consultas-uma-abordagem-orientada-por-dados-para-a-visibilidade-na-busca-por-ia\/\" data-type=\"post\" data-id=\"8492\">Query Fan-out<\/a>, vemos exatamente os modelos de IA fazendo isso. S\u00e3o m\u00faltiplas perguntas formuladas para gerar ganho de informa\u00e7\u00e3o e reduzir a incerteza. Mas vamos voltar a Shannon!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa defini\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, focada na mensagem, \u00e9 apenas o come\u00e7o da hist\u00f3ria. Ela n\u00e3o nos diz nada sobre o <strong>significado<\/strong> da mensagem nem sobre o que a torna \u00fatil. Para isso, precisamos olhar para a <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/estrutura\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/estrutura\" >estrutura<\/a> da pr\u00f3pria comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"a_surpreendente_verdade_sobre_a_linguagem\"><\/span>A surpreendente verdade sobre a linguagem<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"e_o_google_bert_tem_a_ver_com_isso\"><\/span>E o Google BERT tem a ver com isso?<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Aqui est\u00e1 um fato que pode abalar sua percep\u00e7\u00e3o sobre a linguagem: de acordo com Shannon, cerca de 50% do ingl\u00eas comum \u00e9 redundante. Em portugu\u00eas, n\u00e3o encontrei nenhum estudo sobre esse assunto, mas essa afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que metade do que dizemos seja in\u00fatil, e sim que a redund\u00e2ncia \u00e9 determinada pela estrutura estat\u00edstica da pr\u00f3pria l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua teoria da comunica\u00e7\u00e3o, a &#8220;redund\u00e2ncia&#8221; \u00e9 a parte de uma mensagem que n\u00e3o \u00e9 escolhida livremente, mas que segue as regras e os padr\u00f5es da linguagem. Por exemplo, na frase &#8220;o gato subiu no telhado&#8221;, a estrutura gramatical e a probabilidade de certas palavras seguirem outras (como um artigo antes de um substantivo) preenchem grande parte do conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu quero que guarde essa informa\u00e7\u00e3o na sua mente: numa frase, certas palavras seguem outras. Isso vai explicar uma coisa importante sobre modelos de IA, que, aparentemente, nossos amigos do SEO teimam em n\u00e3o entender.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, voltando \u00e0 redund\u00e2ncia, \u00e9 preciso deixar claro que, longe de ser uma falha, ela \u00e9 uma caracter\u00edstica importante e at\u00e9 genial. \u00c9 o que nos permite entender uma conversa em um ambiente ruidoso (mesmo quando n\u00e3o ouvimos todas as palavras de uma frase), corrigir erros de digita\u00e7\u00e3o mentalmente e at\u00e9 mesmo completar palavras ou frases cortadas, como nas brincadeiras em que palavras s\u00e3o misturadas ou at\u00e9 mesmo sem todas as letras. Mesmo assim, conseguimos entender o <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/sentido\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/sentido\" >sentido<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A redund\u00e2ncia \u00e9 o sistema de defesa da linguagem contra o ru\u00eddo e o erro<\/strong>, garantindo que a mensagem chegue ao destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa &#8220;redund\u00e2ncia&#8221; \u00e9 exatamente o que algoritmos de <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/processamento-de-linguagem-natural\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/processamento-de-linguagem-natural\" >Processamento de Linguagem Natural<\/a> (PLN), como o BERT (Bidirectional Encoder Representations from Transformers) do Google, exploram. O BERT n\u00e3o &#8220;l\u00ea&#8221; o seu conte\u00fado como um humano. Ele analisa padr\u00f5es estat\u00edsticos. Ele prev\u00ea as palavras faltantes com base no contexto fornecido pelas palavras redundantes ao redor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aqui que voltamos ao que eu pedi para guardar na cabe\u00e7a: o BERT, por ser um Transformer, como o GPT, funciona de forma bem parecida: ele prev\u00ea, com base em estat\u00edstica, quais s\u00e3o as pr\u00f3ximas palavras no contexto e gera uma frase.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensa bem comigo: voc\u00ea acha mesmo que \u00e9 poss\u00edvel influenciar um sistema que gera uma resposta desta maneira, criando FAQs? Estruturando listas? Ou qualquer outra estrat\u00e9gia criada por puro desespero vindo do n\u00e3o entendimento de como os modelos funcionam?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando escrevemos, metade do que escrevemos \u00e9 determinada pela estrutura da l\u00edngua e a outra metade \u00e9 escolhida livremente. Para o SEO sem\u00e2ntico, isso \u00e9 um ponto de virada. O Google usa a parte redundante (a estrutura) para entender a sintaxe e a parte &#8220;livre&#8221; (sua escolha de palavras, suas <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/entidades\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/entidades\" >entidades<\/a>) para entender o significado. \u00c9 por isso que, no Fluxo de Trabalho Sem\u00e2ntico, recomendamos o uso de redatores especialistas. <\/p>\n\n\n\n<p>Em um projeto relacionado \u00e0 medicina (o nosso Dom\u00ednio do Conhecimento), contar com m\u00e9dicos ou residentes faz toda a diferen\u00e7a. Na estrutura mental e lingu\u00edstica do especialista, j\u00e1 est\u00e3o constru\u00eddas todas as entidades e conceitos, com suas defini\u00e7\u00f5es, bem como todas as rela\u00e7\u00f5es entre esses conceitos. Quando essa pessoa escreve, todo esse conhecimento \u00e9 apresentado no conte\u00fado de forma muito natural, expressando a estrutura e suas rela\u00e7\u00f5es de significado.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora voc\u00ea teve um pequeno ganho de informa\u00e7\u00e3o; sabe que a redund\u00e2ncia nos mostra como a estrutura da linguagem nos ajuda a receber a mensagem, mas isso ainda n\u00e3o explica o que acontece em nossa mente ao receb\u00ea-la. O que, de fato, constitui o &#8220;ganho&#8221; de informa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"informacao_e_aquilo_que_transforma_o_que_voce_sabe\"><\/span>Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 aquilo que transforma o que voc\u00ea sabe<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, focamos na informa\u00e7\u00e3o como propriedade da mensagem. Mas a Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o (CI) nos convida a dar um passo adiante e focar no efeito que a mensagem tem sobre o receptor, apesar de n\u00e3o usar esses termos, que eu importei da Teoria da Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa vis\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um objeto a ser transferido, mas sim uma for\u00e7a que promove uma mudan\u00e7a cognitiva. Esta \u00e9 a vis\u00e3o que pode ser conectada ao SEO Sem\u00e2ntico e ao Google Helpful Content Update.<\/p>\n\n\n\n<p>O cientista da informa\u00e7\u00e3o B.C. Brookes resumiu essa ideia em uma &#8220;equa\u00e7\u00e3o fundamental&#8221;:<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted has-medium-font-size\">K(S) + \u0394I = K(S + \u0394S)<\/pre>\n\n\n\n<p>Vamos traduzir: uma estrutura de conhecimento K(S) \u00e9 transformada por um incremento de informa\u00e7\u00e3o \u0394I, resultando em uma nova estrutura de conhecimento K(S + \u0394S). A informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 simplesmente &#8220;adicionada&#8221; a uma pilha de fatos; ela reorganiza, reestrutura e, \u00e0s vezes, at\u00e9 demole o que sab\u00edamos antes. Agora eu espero o que vai ler tenha o mesmo impacto que teve em mim quando me dei conta disso:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O SEO tradicional focava em K(S). Ele otimizava para o que o usu\u00e1rio <em>j\u00e1 sabia<\/em> (a palavra-chave que ele digitou).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O SEO sem\u00e2ntico foca na transi\u00e7\u00e3o \u0394 para alcan\u00e7ar K(S + \u0394S).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nosso trabalho n\u00e3o \u00e9 otimizar uma p\u00e1gina sobre &#8220;O paradoxo do ganho de informa\u00e7\u00e3o e SEO&#8221;. Nosso trabalho \u00e9 criar uma p\u00e1gina que pegue o K(S) do usu\u00e1rio (sua no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do que &#8220;informa\u00e7\u00e3o&#8221; significa) e o transforme em K(S + \u0394S), a sua nova <a class=\"wl-entity-page-link\"  href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/compreensao-2\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/compreensao-2\" >compreens\u00e3o<\/a> de como Shannon, Brookes e a subjetividade impactam o SEO.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa vis\u00e3o se conecta diretamente a outras teorias importantes. Aqui, o conceito de &#8220;incerteza&#8221; de Shannon \u00e9 radicalmente reimaginado. N\u00e3o se trata mais de uma incerteza matem\u00e1tica na transmiss\u00e3o de um sinal, mas de uma lacuna cognitiva, um &#8220;estado de incerteza&#8221; a ser resolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 por esse motivo (provado cientificamente e academicamente) que os projetos de SEO sem\u00e2ntico fazem com que cada artigo, p\u00e1gina ou conte\u00fado otimizado traga centenas, e at\u00e9 mais centenas, de buscas diferentes. Como geramos uma nova estrutura de conhecimento em cada conte\u00fado, fornecemos aos algoritmos informa\u00e7\u00f5es para diversos tipos de busca. Potencializamos o ganho de informa\u00e7\u00e3o, reduzimos a incerteza e o algoritmo adora isso.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria do &#8220;Estado An\u00f4malo de Conhecimento&#8221; (Anomalous State of Knowledge &#8211; ASK), de N.J. Belkin, descreve perfeitamente o porqu\u00ea de algu\u00e9m recorrer a um mecanismo de busca. O usu\u00e1rio busca porque percebe uma anomalia em seu mapa mental do mundo. A informa\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para um problema cognitivo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Existem outras teorias v\u00e1lidas para entender por que criamos e usamos ferramentas de busca. Neste artigo vai encontrar uma bem interessante: <a href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/proposta-gestao-conteudos-web\/#processo_de_busca_da_informacao_de_kuhlthau\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Processo de busca da informa\u00e7\u00e3o de Kuhlthau<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que o ganho de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um evento profundamente pessoal. O mesmo documento pode ser transformador para uma pessoa e irrelevante para outra. O foco muda do que est\u00e1 escrito no papel para a mudan\u00e7a que ocorre na mente do leitor. E, no artigo que citei acima, voc\u00ea vai encontrar uma proposta para incluir os sentimentos dos usu\u00e1rios na sua estrat\u00e9gia de conte\u00fado! <\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de informa\u00e7\u00e3o, sob a perspectiva da ci\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o, tem que satisfazer a um requisito duplo: por um lado, a informa\u00e7\u00e3o ser o resultado de uma transforma\u00e7\u00e3o das estruturas de conhecimento do gerador\u2026 e, por outro lado, ser algo que, quando percebido, afeta e transforma o estado de conhecimento do receptor, com impacto profundo em como ele se sentia quando percebeu que precisava de uma informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tinha.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"a_relatividade_da_informacao\"><\/span>A Relatividade da Informa\u00e7\u00e3o<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"keywords_sao_brilhantes_e_inuteis_ao_mesmo_tempo\"><\/span>Keywords s\u00e3o brilhantes e in\u00fateis ao mesmo tempo<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Se a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 o que nos transforma, ent\u00e3o seu valor \u00e9 completamente relativo e contextual. E \u00e9 aqui que o SEO baseado puramente em palavras-chave falha de forma irrecuper\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo impactante disso \u00e9 o &#8220;Caso da Pintura de Mark Twain&#8221;, descrito pelo pesquisador Peter Ingwersen.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse exerc\u00edcio imaginativo \u00e9 um exemplo cl\u00e1ssico da \u00e1rea de Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o, utilizado para ilustrar e explicar o processo de busca e recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. Embora n\u00e3o seja um evento hist\u00f3rico real envolvendo o autor, a hist\u00f3ria \u00e9 utilizada como alegoria para demonstrar os desafios e a din\u00e2mica do comportamento humano ao buscar dados em sistemas de informa\u00e7\u00e3o. Vamos a ele:<\/p>\n\n\n\n<p>Twain descreve uma pintura a \u00f3leo do \u00faltimo encontro entre os generais Lee e Jackson. Ele observa que, sem uma legenda, a pintura n\u00e3o significa nada. A mesma imagem (os dados brutos) poderia ser interpretada de in\u00fameras maneiras, algumas at\u00e9 contradit\u00f3rias:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Primeiro encontro entre Lee e Jackson<\/li>\n\n\n\n<li>\u00daltimo encontro entre Lee e Jackson<\/li>\n\n\n\n<li>Jackson pedindo um f\u00f3sforo a Lee<\/li>\n\n\n\n<li>Jackson relatando uma grande vit\u00f3ria<\/li>\n\n\n\n<li>Jackson se desculpando por uma grande derrota<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Cada uma dessas &#8220;legendas&#8221; gera uma informa\u00e7\u00e3o completamente diferente na mente do espectador.<\/p>\n\n\n\n<p>No SEO sem\u00e2ntico, o seu conte\u00fado (artigo, v\u00eddeo, imagem) \u00e9 a pintura. As &#8220;legendas&#8221; s\u00e3o as entidades que voc\u00ea usa para fornecer contexto. Se o seu artigo \u00e9 apenas sobre a <em>palavra-chave<\/em> &#8220;Jackson&#8221;, o Google n\u00e3o tem como saber se o usu\u00e1rio busca a entidade &#8220;Michael Jackson&#8221; ou a &#8220;Andrew Jackson&#8221;. A palavra-chave, sozinha, \u00e9 amb\u00edgua e n\u00e3o traz ganho de informa\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o obtida depende inteiramente do &#8220;pr\u00e9-entendimento&#8221; e do contexto de quem observa.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso de Mark Twain exp\u00f5e o limite b\u00e1sico da teoria puramente matem\u00e1tica da informa\u00e7\u00e3o. A incerteza reduzida n\u00e3o est\u00e1 na &#8220;pintura&#8221; como um sinal, mas na mente do observador.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o Google resolve isso? Mapeando entidades em seu grafo do conhecimento (<a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"Google Knowledge Graph\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/google-knowledge-graph\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/google-knowledge-graph\" >Knowledge Graph<\/a>). O trabalho do SEO sem\u00e2ntico \u00e9 fornecer as legendas adequadas para nossa &#8220;pintura&#8221; (nossa publica\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Podemos fazer isso de v\u00e1rias maneiras:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Com dados estruturados e marcando nosso conte\u00fado com o schema.org. Ele estar\u00e1 explicitamente &#8220;legendando&#8221; nosso artigo para o algoritmo de busca. Estamos dizendo: &#8220;Este artigo n\u00e3o \u00e9 sobre qualquer Jackson; \u00e9 sobre Andrew Jackson [Entidade: Pessoa], o s\u00e9timo presidente dos EUA [Entidade: Cargo]&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li>Criando um grafo de conhecimento com sistemas como o Wordlift, conectando palavras que representam entidades nesse grafo e expondo-o aos algoritmos.<\/li>\n\n\n\n<li>Estruturando a estrat\u00e9gia de conte\u00fado e todo o projeto a partir de uma an\u00e1lise bem feito do Dom\u00ednio do Conhecimento e expondo essa estrutura em forma de menus, categorias e orienta\u00e7\u00f5es para cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para saber como fazer isso eu te recomendo ler o meu livro: <a href=\"https:\/\/amzn.to\/4qr51SE\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/amzn.to\/4qr51SE\" rel=\"noreferrer noopener\">SEO Sem\u00e2ntico: Fluxo de trabalho sem\u00e2ntico<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Essa ideia se conecta ao conceito dos &#8220;tr\u00eas mundos&#8221; do fil\u00f3sofo Karl Popper, que Brookes aplicou \u00e0 ci\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A nossa realidade consiste\u2026 em tr\u00eas mundos ligados entre si e de algum modo interdependentes, e que em parte se interpenetram. Estes tr\u00eas mundos s\u00e3o: o Mundo F\u00edsico, Mundo 1, dos corpos e dos estados, fen\u00f4menos e for\u00e7as f\u00edsicas; o Mundo Ps\u00edquico, Mundo 2, das emo\u00e7\u00f5es e dos processos ps\u00edquicos inconscientes; e o Mundo 3 dos Produtos Intelectuais<\/p><cite>Karl Popper<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Mundo 1:<\/strong> o mundo f\u00edsico.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mundo 2:<\/strong> o mundo subjetivo de nossos estados mentais (onde ocorrem a <em>Necessidade de Informa\u00e7\u00e3o<\/em> e o <em>Ganho de Informa\u00e7\u00e3o<\/em>).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mundo 3:<\/strong> o mundo do conhecimento objetivo e registrado (livros, arte, ci\u00eancia\u2026 e o seu site).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O ganho de informa\u00e7\u00e3o, a transforma\u00e7\u00e3o, \u00e9 um evento inteiramente subjetivo que ocorre no Mundo 2 de cada espectador. O nosso site (Mundo 3) e os <a class=\"wl-entity-page-link\" title=\"dados-estruturados\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/dados-estruturados\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/dados-estruturados;http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/dados__estruturados\">dados estruturados<\/a> (Mundo 3) s\u00e3o as ferramentas que usamos para influenciar o Mundo 2 do usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingwersen, uma figura primordial no estudo da interse\u00e7\u00e3o entre a cogni\u00e7\u00e3o humana e a recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, utiliza o &#8220;Caso da Pintura de Mark Twain&#8221; para destacar v\u00e1rios conceitos que s\u00e3o basilares para entendermos a busca moderna:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A <a class=\"wl-entity-page-link\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/Vocabulario\/representacao\/\" data-id=\"http:\/\/data.wordlift.io\/wl0221\/entity\/representacao\">representa\u00e7\u00e3o<\/a> do conhecimento:<\/strong> este \u00e9 o ponto mais importante para n\u00f3s. O caso ilustra como o conhecimento \u00e9 representado (ou &#8220;modelado&#8221;) em um sistema de informa\u00e7\u00e3o e como essa representa\u00e7\u00e3o influencia diretamente a capacidade do usu\u00e1rio de encontr\u00e1-lo. As informa\u00e7\u00f5es sobre a pintura (a entidade principal) podem estar catalogadas de diversas formas: pelo nome do autor (outra entidade), pela data da obra (um atributo) ou pela pessoa retratada (uma terceira entidade). Um algoritmo de busca eficiente e uma estrat\u00e9gia de SEO sem\u00e2ntico competente precisam considerar, conectar e desambiguar todas essas diferentes representa\u00e7\u00f5es. \u00c9 exatamente para isso que servem os dados estruturados: fornecem a &#8220;legenda&#8221; inequ\u00edvoca que conecta os pontos no Grafo do Conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A natureza din\u00e2mica da necessidade de informa\u00e7\u00e3o:<\/strong> o caso demonstra claramente que a busca por informa\u00e7\u00e3o raramente \u00e9 um processo linear. N\u00e3o se trata de um usu\u00e1rio que sabe exatamente o que quer nem de um sistema que simplesmente entrega. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um ciclo substancial de tentativas, erros e aprendizado. A compreens\u00e3o do usu\u00e1rio e, portanto, sua inten\u00e7\u00e3o de busca, que se ancoram na necessidade de informa\u00e7\u00e3o, evoluem e se transformam a cada nova intera\u00e7\u00e3o com o algoritmo de busca e com os resultados que ele apresenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A &#8220;Intera\u00e7\u00e3o Cognitiva&#8221; ou o fator humano:<\/strong> Ingwersen enfatiza que o sucesso de uma busca n\u00e3o \u00e9 um m\u00e9rito exclusivo da tecnologia do sistema. O fator determinante \u00e9 a forma como o c\u00e9rebro do usu\u00e1rio (o &#8220;Mundo 2&#8221;, subjetivo) interage com as informa\u00e7\u00f5es apresentadas. A intui\u00e7\u00e3o, a capacidade de interpretar contextos amb\u00edguos e a habilidade de estabelecer conex\u00f5es inesperadas s\u00e3o capitais para o processo. O mecanismo de busca n\u00e3o est\u00e1 lidando com uma consulta est\u00e1tica; est\u00e1 lidando com uma mente em funcionamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O papel do sistema como facilitador da descoberta<\/strong>: se a busca \u00e9 uma descoberta, o algoritmo de busca ideal deve atuar como facilitador. O sistema deve ser projetado n\u00e3o apenas para &#8220;responder&#8221;, mas tamb\u00e9m para auxiliar ativamente o usu\u00e1rio no processo cognitivo. Ele faz isso ao oferecer sugest\u00f5es pertinentes (como &#8220;As pessoas tamb\u00e9m perguntam&#8221; ou pesquisas relacionadas), organizar os resultados de forma \u00fatil (agrupando t\u00f3picos e entidades) e permitir consultas flex\u00edveis que se adaptem \u00e0 necessidade de informa\u00e7\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A implica\u00e7\u00e3o para nossa era digital \u00e9, portanto, profunda.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa subjetividade \u00e9 a raz\u00e3o pela qual a &#8220;relev\u00e2ncia&#8221; \u00e9 um problema t\u00e3o complexo para os algoritmos de busca e a intelig\u00eancia artificial. O ganho de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma propriedade inerente a um documento, mas algo criado na intera\u00e7\u00e3o din\u00e2mica entre um texto e um usu\u00e1rio espec\u00edfico, em um momento espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Um bom r\u00f3tulo leg\u00edvel geralmente vale, para fins informativos, uma tonelada de atitude e de express\u00e3o significativas em um quadro hist\u00f3rico.<\/p><cite>Panofsky, E. (1955). Meaning in the Visual Arts. Doubleday<\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Twain costumava citar essa frase de Panofsky de forma espirituosa, conectando a ideia de que rotular com clareza vale muito para quem precisa da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o SEO, podemos parafrasear: &#8220;Bons dados estruturados e um contexto claro valem, para um algoritmo de busca, uma tonelada de palavras-chave.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"navegando_no_oceano_da_incerteza\"><\/span>Navegando no oceano da incerteza<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"o_seo_como_transformacao\"><\/span>O SEO como transforma\u00e7\u00e3o<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Ufa, espero que voc\u00ea tenha continuado comigo nessa verdadeira jornada. Sim, passar por tantas coisas complicadas foi, para mim, como uma epopeia. Escrever esses artigos que exigem tanta pesquisa, anos atr\u00e1s, seria imposs\u00edvel para mim. Mas usando o <a href=\"https:\/\/semantico.com.br\/servicos.html#:~:text=de%20intelig%C3%AAncia%20artificial.-,Agentes%2BSem%C3%A2nticos,-O%20AGENTE%2BSEM%C3%82NTICO\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/semantico.com.br\/servicos.html#:~:text=de%20intelig%C3%AAncia%20artificial.-,Agentes%2BSem%C3%A2nticos,-O%20AGENTE%2BSEM%C3%82NTICO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">agente+sem\u00e2ntico<\/a> fica mais f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1408\" height=\"708\" src=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/topo-agente-mais-semantico.webp\" alt=\"CTA Agente+Sem\u00e2ntico\" class=\"wp-image-9094\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/topo-agente-mais-semantico.webp 1408w, https:\/\/semantico.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/topo-agente-mais-semantico-600x302.webp 600w, https:\/\/semantico.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/topo-agente-mais-semantico-768x386.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1408px) 100vw, 1408px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns are-vertically-aligned-center is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-100\"><a class=\"wp-block-button__link has-white-color has-text-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/semantico.com.br\/contato.html\" style=\"background-color:#590050\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Entre em Contato<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Essa pesquisa me levou de uma defini\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica e rigorosa da informa\u00e7\u00e3o como surpresa, cortesia de Claude Shannon, a uma vis\u00e3o profundamente humana e cognitiva, na qual a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o. Tomara que tenha te trazido um grande incremento informacional, um verdadeiro ganho.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aqui vimos que a informa\u00e7\u00e3o real n\u00e3o nasce da certeza, mas da redu\u00e7\u00e3o da incerteza. E isso se conecta a um fato que desencadeia tudo isso: a percep\u00e7\u00e3o de que nos falta algo, o que gera a necessidade de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Descobrimos que a redund\u00e2ncia em nossa linguagem, longe de ser um defeito, \u00e9 o que a torna robusta e permite ao Google entend\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<p>E o mais importante, compreendemos que o verdadeiro ganho de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se trata de acumular dados, mas de permitir que nosso conhecimento seja ativamente reestruturado.<\/p>\n\n\n\n<p>O SEO, portanto, n\u00e3o \u00e9 a pr\u00e1tica de <em>ter<\/em> conte\u00fado; \u00e9 a pr\u00e1tica de projetar conte\u00fado que <em>acontece<\/em> com o usu\u00e1rio. Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mudan\u00e7a, a reorganiza\u00e7\u00e3o, o &#8220;clique&#8221; mental que altera nossa vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso nos deixa com uma reflex\u00e3o final:<\/p>\n\n\n\n<p>Se a verdadeira medida da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mudan\u00e7a que ela provoca, como podemos projetar nossas estrat\u00e9gias de SEO e nossos pr\u00f3prios sites para estarem mais abertos \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta \u00e9 parar de focar apenas em K(S) (o que o usu\u00e1rio digitou) e passar a focar obsessivamente em criar o \u0394 (o conte\u00fado surpreendente, \u00fatil e contextualizado) que o leve a K(S + \u0394S) (o estado de conhecimento transformado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E, para isso, o SEO sem\u00e2ntico \u00e9 imbat\u00edvel!<\/strong><\/p>\n\n\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pensamos em &#8220;informa\u00e7\u00e3o&#8220;, geralmente imaginamos um ac\u00famulo de fatos, dados ou not\u00edcias. Mas e se a verdadeira natureza da informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for acumular, e sim transformar? E se ganhar informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for como encher um balde, mas como mudar a forma do pr\u00f3prio balde? Para n\u00f3s, profissionais de SEO, essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 a diferen\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9212,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wl_entities_gutenberg":"","episode_type":"","audio_file":"","podmotor_file_id":"","podmotor_episode_id":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[624,461],"tags":[],"wl_entity_type":[51],"series":[],"class_list":["post-9189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gestao-da-informacao-pt","category-seo-semantico","wl_entity_type-article"],"episode_featured_image":"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-paradoxo-do-ganho-de-informacao.png","episode_player_image":"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Capa-podcast.png","download_link":"","player_link":"","audio_player":false,"episode_data":{"playerMode":"dark","subscribeUrls":{"apple_podcasts":{"key":"apple_podcasts","url":"","label":"Apple Podcasts","class":"apple_podcasts","icon":"apple-podcasts.png"},"google_podcasts":{"key":"google_podcasts","url":"","label":"Google Podcasts","class":"google_podcasts","icon":"google-podcasts.png"},"pocketcasts":{"key":"pocketcasts","url":"","label":"PocketCasts","class":"pocketcasts","icon":"pocketcasts.png"},"podbean":{"key":"podbean","url":"","label":"Podbean","class":"podbean","icon":"podbean.png"},"stitcher":{"key":"stitcher","url":"","label":"Stitcher","class":"stitcher","icon":"stitcher.png"},"iheartradio":{"key":"iheartradio","url":"","label":"iHeartRadio","class":"iheartradio","icon":"iheartradio.png"}},"rssFeedUrl":"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/feed\/podcast\/seo-semantico-podcast","embedCode":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"9QMxmlbyCW\"><a href=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/\">O paradoxo do ganho de informa\u00e7\u00e3o e o que SEO precisa aprender com a teoria da informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/semantico.com.br\/blog\/o-paradoxo-do-ganho-de-informacao-e-o-que-seo-precisa-aprender-com-a-teoria-da-informacao\/embed\/#?secret=9QMxmlbyCW\" width=\"500\" height=\"350\" title=\"&#8220;O paradoxo do ganho de informa\u00e7\u00e3o e o que SEO precisa aprender com a teoria da informa\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; Blog Sem\u00e2ntico\" data-secret=\"9QMxmlbyCW\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script type=\"text\/javascript\">\n\/* <![CDATA[ *\/\n\/*! 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