metalinguagem

Em Lógica e Linguística, uma “metal” é uma linguagem usada para descrever algo sobre outra(s) linguagens (linguagens objeto). Em "A metalinguagem como um problema linguístico" Roman Jakobson nos fala que "A língua precisa ser investigada em toda a variedade de suas  funções.

Alexander Rodrigues Silva
Semântico SEO
Arquiteto de Informação e Engenheiro de Engenharia de Busca Semântica
03 de April, 2021 2 min de leitura Revisão por Pares: Sim

Em Lógica e Linguística, uma “metal” é uma linguagem usada para descrever algo sobre outra(s) linguagens (linguagens objeto). Modelos formais sintáticos para descrição gramatical, e.g. gramática gerativa, são um tipo de metalinguagem. De modo mais amplo, uma metalinguagem pode referir-se a qualquer terminologia ou linguagem usada para descrever uma linguagem em si mesma — uma descrição gramatical, por exemplo, ou uma discussão sobre o uso de uma linguagem.

Origem da metalinguagem na lógica

A introdução do conceito de metalinguagem deve-se à lógica, mas na linguística sua acepção varia, de acordo com a abordagem teórica do pesquisador. a lógica propor um conceito de metalinguagem em termos de conhecimento epistêmico – fundado no mundo real.

Metalinguagem e linguagem

Pesquisadores como Coupland e Javorski (1998) definem metalinguagem como a linguagem usada para descrever a linguagem em sua busca por entender como compreender o uso da linguístico sem a metalinguística. Mas não deixaram de notar que a linguagem a que fazem referência não permite que seja encarada como isolado do resto do mundo.

Em “A metalinguagem como um problema linguístico” Roman Jakobson nos fala que “A língua precisa ser investigada em toda a variedade de suas  funções. O perfil dessas funções exige uma avaliação concisa dos fatores constituintes de qualquer evento de fala, em qualquer ato de comunicação verbal. O EMISSOR [‘ADDRESSER’] envia uma MENSAGEM [‘MESSAGE’] ao RECEPTOR [‘ADDRESSEE’]. Para ser operativa, a mensagem precisa de um CONTEXTO [‘CONTEXT’] a que se refira (“referente [‘referent’]” numa outra, um tanto ambígua, nomenclatura), que possa ser apreendida pelo  receptor e que seja verbal ou capaz de ser verbalizada; um CÓDIGO [‘CODE’] completo, ou pelo menos parcialmente completo, comum ao emissor e ao receptor (ou, em outras palavras, ao codificador [‘encoder’] e ao decodificador [‘decoder’] da mensagem)i; e, finalmente, um CONTATO [‘CONTACT’], um canal físico e uma conexão psicológica entre o emissor e o receptor, habilitando-os a entrar e permanecer em comunicação.”

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Alexander Rodrigues Silva
Sobre o Autor

Alexander Rodrigues Silva

Pesquisador em Ciência da Informação, especialista em SEO Semântico e autor do livro "SEO Semântico: Fluxo de Trabalho Semântico". Lidera as pesquisas da Semântico SEO em Porto Alegre focadas na formalização de dados e arquiteturas GraphRAG.

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